sábado, 18 de setembro de 2010

Jornalismo Cultural: o grande ausente nos cursos



Um levantamento recente publicado no caderno Rumos Itaú Cultural[2] dá conta de uma situação curiosa: nos 57 cursos de jornalismo pesquisados pelos autores do estudo sobre o ensino do Jornalismo Cultural em instituições das várias regiões do país, pouco mais de 10% de sua grade curricular aborda o assunto de forma específica. O fato apenas comprova uma coisa que há muito tempo é sabida: o estado de dispersão conceitual em que vive o ensino do Jornalismo no Brasil, com sérias consequências não apenas para a formação dos estudantes, mas para a própria qualidade da informação que é disseminada nos diversos veículos de informação noticiosa.

As autoras do estudo, no entanto, apontam não só esse reduzido espaço que o Jornalismo Cultural ocupa nas matrizes curriculares dos cursos pesquisados. Avançam sobre outro dado preocupante: “as disciplinas de áreas tangenciais ao jornalismo cultural (sic) propriamente dito, como estética, cultura de massa e cultura brasileira, temas tradicionais nos currículos”, não aparecem ancoradas em qualquer perspectiva aplicada, o que as relega para um universo muitas vezes diletante e apenas somatório de conhecimentos, aqui também com graves consequências para a formação dos alunos. 

Essas duas considerações que apresento neste trabalho permitem especular sobre um paradoxo. É comum que os projetos pedagógicos dos cursos de Jornalismo enfatizem a capacitação dos estudantes para o mercado de trabalho como um de seus pressupostos mais importantes. Fala-se em formação crítica, percepção da realidade social, disposição para os desafios da cidadania etc, mas invariavelmente, a julgar pelo volume de projetos laboratoriais que toma conta das grades curriculares, os eixos de formação geral - e cultural - ficam submissos a esse outro conjunto - o 
instrumental -, que é, a rigor (e até onde se acredita), a peça de maior apelo junto aos estudantes. Pois bem, o paradoxo reside justamente nessa discrepância entre a percepção do que ocorre no mercado de trabalho na visão dos cursos e o que de fato está acontecendo: o Jornalismo Cultural em suas várias manifestações é hoje talvez o segmento do Jornalismo que apresenta maior dinamismo mercadológico, bastando constatar para que se comprove isso o fato de que é muito maior o número de lançamentos editoriais no gênero da Cultura do que nos demais gêneros. E com isso, o paradoxo se completa: fala-se em preparar o aluno para o mercado de trabalho... exceto para aquela área do mercado de trabalho em que a expansão é maior.

Só isso já seria suficiente para que o desequilíbrio na composição dos currículos fosse atenciosamente desfeito. É claro que isso é percebido por todos os estratos das comunidades educacionais envolvidas com os cursos. Onde está, então, a razão pela qual a ausência do Jornalismo Cultural no ensino do Jornalismo persiste? Minha hipótese é que são dois os motivos para que isso ocorra: a primeira é orgânica e diz respeito ao conceito que o perfil do jornalista tem nas escolas; a segunda, uma dificuldade muito grande que existe em torno da compreensão sobre o que é, afinal de contas, o Jornalismo Cultural. Exponho as duas a seguir.

O que chamo de hipótese orgânica é o desafio que os cursos vivem em sua obsessão de dar conta de todas as áreas  do conhecimento nas quais o estudante deve ter iniciação para que esteja preparado para enfrentar o mundo do Jornalismo. Na verdade, todas elas justificam sua presença na grade curricular: da Filosofia à Economia, da História à Antropologia, à Psicologia. Refiro-me aqui, por razões de espaço, àquelas áreas que são mais complexas do que as de perfil aplicado e laboratorial, articuladas com projetos substantivos e de execução programada. O território das chamadas “Humanas” é menos articulado e é possível que venha dessa característica toda a sua riqueza conceitual. Mas é justamente por isso - pela complexidade que se distribui por várias “disciplinas” e pela variedade de instrumentos de análise - que os cursos acabam um pouco sem saber o que fazer. O que é mais importante, “Princípios de Economia” ou “Fundamentos da Psicologia”, “História da Arte” ou “Filosofia”? Como os projetos pedagógicos dos cursos ainda estão alicerçados na compreensão positivista dessas áreas, cria-se um impasse que eu temo insuperável: a compartimentação do currículo, fato do qual surge a impossilidade física de que todas possam ser atendidas e contempladas na grade das “disciplinas”. Seria preciso que os estudantes vivessem em tempo integral nas universidades para que fosse possível o atendimento de toda essa gama de segmentos do pensamento científico, e nós sabemos que já é difícil para eles a frequência em um único período.

O Jornalismo Cultural, nessa realidade descrita acima, só pode mesmo ser visto como um espaço acessório - e marginal - das práticas profissionais onde o futuro jornalista, em algum momento, terá a chance de implementar o arsenal de referenciais que obteve nesses diversos pedaços de seu curso. Ora, nós sabemos que não é assim. Na ponta do processo, quando “cobrir” uma pauta de cultura, tudo se passa como se ele estivesse na estaca zero, a menos que já tenha se afeiçoado ao setor[3]. Portanto, o resultado dessas práticas pedagógicas é o pior possível em consequência da incompreensão do que deva ser a formação cultural do estudante em sua aproximação com os fundamentos da própria Cultura, seus delineamentos essenciais, suas tendências, a compreensão de sua complexidade e da efetiva interdisciplinaridade que seu entendimento exige. Minha sugestão aqui não é muito original, mas não tenho visto isto por aí: as grades curriculares devem ter, ao longo do curso, um espaço temático sobre Cultura Contemporânea que se exercite como reflexão e como experimentação de forma sistemática em todos os períodos, envolvente de professores de várias áreas que se organizem de forma integrada. Não me refiro aqui aos “projetos integrados” porque percebo que as versões dessa experiência postas em prática padecem do vício de um praticismo aleatório afobado e pobre em termos conceituais. Refiro-me a projetos que operem o tempo universitário de forma diferente com que o mercado opera o tempo do trabalho. A Universidade é o único espaço social onde é possível essa libertação dos condicionamentos operacionais, pois que é justamente para isto que ela existe: para a reflexão e para a experimentação.

Minha segunda hipótese decorre dos projetos que desenvolvi no Póscom da Umesp sobre o Jornalismo Cultural. As pesquisas[4] que têm me ocupado desde 2004 deixaram perceber a existência de um desentendimento generalizado sobre o que é a sua definição, fato que certamente pode explicar as dificuldades apontadas anteriormente: se não se sabe exatamente o que é o gênero, como articular projetos consistentes em torno dele? Isso talvez não importe muito, porque penso que é possível incorporar, como riqueza prática, essa sua própria polissemia. Dito de outra forma: é justamente a incompreensão geral em torno do Jornalismo Cultural que atesta suas inúmeras possibilidades, e todas elas devem ser incorporadas nos cursos, por suas coerências ou por suas incoerências.

Começo pelas últimas, não mais que duas delas. A primeira incoerência na definição do Jornalismo Cultural vem do aforismo “todo jornalismo é cultural”, um truísmo que não nos ajuda em nada a compreender o gênero. Todo o jornalismo é cultural, claro. A rigor, o jornalismo é uma manifestação cultural da modernidade, mesmo em seus aspectos econômicos, políticos etc. O jornalismo é uma forma de manifestação de vida. Sua existência é parte do material simbólico e dos equipamentos que instituem a civilização urbana na História. A banalidade da frase, portanto, ainda que soe como possuída de uma transcendência única, não favorece entender sua especificidade enquanto práxis, enquanto concretude do conjunto de determinações de natureza particular (e não antropológica) que assumem em sua existência concreta. Todo jornalismo é cultural, sim, mas nem todos os fatos noticiosos podem ser remetidos ao senso comum de cultura, o senso que organiza o cotidiano mediato e imediato do interesse público. A distinção é importante porque o aforismo sozinho fragiliza a percepção dos fatos e equipara quedas de aviões a lançamentos literários; já uma depuração de sua obviedade permite o discernimento entre uma coisa e outra: quedas de aviões não são noticiadas em cadernos de cultura.

A segunda incoerência vem de uma sutileza: o Jornalismo Cultural confundido com uma técnica narrativa. A Cultura aqui é vista como um atributo da linguagem literária, compreensão da qual decorre a máxima de que são culturais os estilos e não os fatos. Agora mesmo, quando da discussão de meu novo projeto de pesquisa no Póscom da Umesp[5], uma colega do programa me alertou para o fato de que eu não poderia deixar de lado os trabalhos sobre Jornalismo Literário para que minha investigação sobre Jornalismo Cultural ficasse mais completa. Ora, são coisas diferentes... O Jornalismo Literário lança mão de elementos presentes na linguagem literária para dar conta da complexidade dos fatos que a codificada linguagem do Jornalismo é impotente para descrever e informar. Essa “recriação” do real - e não a sua “invenção” - constitui-se numa técnica não organizada que vem atrelada à contestação que os cânones clássicos do Jornalismo convencional sofreu ao longo do século XX. Sobre ela, diz Tom Wolfe:

"O caso é que ao começar os anos sessenta um novo e curioso conceito, bastante vivo para inflamar os egos, havia começado a invadir os diminutos confins da efera profissional da reportagem. Essa descoberta, modesta no início, humilde (...), consistia em tornar possível um jornalismo que... fosse lido da mesma forma que uma novela".

Para concluir...

"A resolução elegante de uma reportagem era algo que ninguém sabia como encarar, já que ninguém estava habituado a considerar que a reportagem tivesse uma dimensão estética
"
[6].

É a essa característica que o Jornalismo Literário acabou confinado, sistematizado pela “escola” do New Journalism como todos sabemos, e eventualmente tornando-se o movimento estilístico mais importante de todo o Jornalismo contemporâneo. Digo isso porque as variações que esse movimento teve internacionalmente permitiu uma autonomia maior do repórter e uma aproximação maior com padrões de exigência estética que o jornalismo convencional já não atendia. Há inúmeros exemplos disso e os estudantes sempre são levados a ler as principais obras do novo jornalismo ao longo dos cursos que frequentam, mas não se trata de Jornalismo Cultural. Dou um exemplo: a reedição do livro A sangue frio, de Truman Capote, sempre cercada de badalações da crítica e dos especialistas, é um fato coberto pelos suplementos de cultura, e é mesmo uma pauta do Jornalismo Cultural; mas o livro, em si, como expressão de uma determinada técnica narrativa, é uma manifestação do Jornalismo Literário.

Qual a importância dessa distinção entre um gênero e outro - o Cultural e o Literário?[7] Do ponto de vista do ensino, penso que ela é fundamental pois que essas coisas todas precisam ser tratadas com a devida profundidade. Faz bem ao estudante distinguir o compromisso que tem com os fatos culturais nos padrões do jornalismo informativo, sua contextualização e profundidade, daqueles que pode eventualmente ter como autor que tem centralidade no processo de produção textual e narrativo. O repórter não ocupa o mesmo espaço nos dois gêneros já que eles têm natureza diversa. Portanto, a elucidação desse imbroglio talvez favoreça uma presença epistemicamente mais límpida do Jornalismo Cultural como área de preocupação nos cursos.

Vamos às coerências. Começo por aquela que considero a mais evidente, ainda que não seja a mais simples: o mercado cultural. Em maio de 2009, Alberto Dines publicou um artigo no Observatório da Imprensa no qual comentava os efeitos sobre a imprensa do que chamou de promoções de livros “arrasa-quarteirão” (não os livros, mas as promoções) que acabavam por preencher as páginas dos suplementos culturais. Foi o momento em que esteve no Brasil o repórter Gay Talese para o lançamento de seu livro Vida de Escritor, gerando uma variedade de comentários, análises, entrevistas etc. Para Dines,

"Ao ceder às pressões dos mercados, ao aceitar a formação de pools – ainda que transitórios –, ao abrir mão do seu ritmo, instinto, identidade e ao abdicar da indispensável pluralidade, nossa imprensa assume uma perigosa parceria com as fontes de informação
.

"Ruim para ambas. Já foi pior: a tática dos lançamentos maciços, tipo rolo-compressor, produziu enormes desgastes, como foi dito neste Observatório há pouco mais de quatro anos (ver "
Folha recusou oba-oba", "Veja e a reclassificação das espécies" e "Paulo Coelho ao cubo"). A crise econômica refreou delírios e apetites das assessorias de imprensa que só admitiam a palavra "sucesso" quando seus produtos eram assunto de capa dos quatro semanários no mesmo fim de semana, e dos cadernos culturais dos principais jornais. Menos do que isso era fracasso"[8].

Essa é uma realidade que nenhum olhar idealizado sobre o Jornalismo Cultural tem condições de evitar: os fortes interesses econômicos, publicitários, midiáticos, envolvidos em todos os segmentos dos eventos culturais. Agora mesmo, na mesma Flip citada anteriormente, corria solta a afirmação de que ela vai ganhando cada vez mais o perfil da editora mais forte entre todas as que transformam a festa num palco de seus lançamentos. E esse comentário de natureza crítica (e um pouco maldoso) não deixou de lado a idéia de que os próprios escritores convidados que ali comparecem para palestras e mesas de debate são nomes mais afinados com o catálogo de lançamentos do que com o caráter do evento.

Uma economia da cultura, um estudo sobre o mercado dos bens culturais, sobre as determinações de ordem financeira e publicitária que andam lado a lado com o noticiário cultural, com as resenhas, as críticas, a independência e autonomia dos veículos frente a isso, são reflexões que dariam densidade aos estudos sobre o Jornalismo Cultural nos cursos de graduação.

A outra coerência é certamente a mais difícil de ser estudada. Ela fala sobre uma outra dimensão da Cultura que não pode ser deixada de lado já que ela - a Cultura - é um fenômeno essencialmente dialético, contraditório e tensionado por fatores que extrapolam o âmbito meramente mercadológico. Refiro-me aqui ao universo de demandas propriamente intelectuais, de natureza estético-expressiva e ético-políticas, que explicam o comportamento dos campos artístico, literário e acadêmico em todas as conjunturas e que encontram no Jornalismo Cultural um território de exposição pública de suas tendências, seu habitus (socialmente determinados, para lembrar Bourdieu), e suas idiossincrasias. Esse processo, segundo entendo, talvez estruture os fatos da cultura em força similar às engrenagens do mercado e é possível abordá-lo não como um subproduto deste, senão como um seu suporte e fator de dinamização do consumo, ainda que a identificação disso possa ser fragmentada através dos variados estratos sociais.

No entanto, se é possível para uma economia da cultura apontar seus movimentos a partir de uma esfera materializada na circulação dos valores uso e de troca dos bens culturais, no caso dessas dimensões estético-expressiva e ético-política da produção artística e intelectual, seu estudo, seu aprendizado, só é possível através da análise das tendências da cultura contemporânea e de seus movimentos, estejam ou não articulados sob a forma de “escolas” ou “correntes” organizadas. 

Os estudos disponíveis sobre o Jornalismo Cultural parecem indicar essa variante do gênero. Recentemente, dando prosseguimento às pesquisas que tenho desenvolvido sobre o assunto, esbarrei numa questão que me parece fundamental para deixar clara essa concepção ambivalente: mercado ou “autenticidade” cultural? A dúvida surgiu da leitura do livro de Elizabeth Lorenzotti sobre o Suplemento Literário do Estadão[9]: a explosão das informações ocorrida sob essa expansão dos meios digitais – entre eles,
muitos produtos do Jornalismo Cultural – teria inviabilizado de maneira estrutural a apreensão de seu significado, isto é, teria empobrecido a percepção analítica e crítica dos fatos culturais? Com isso, teriam os cadernos de cultura, os suplementos, perdido uma de suas características históricas, a da nucleação da atividade intelectual?

A própria Elizabeth Lorenzotti, entrevistada por mim[10], é cética em relação à possibilidade de que os suplementos recuperem a energia que tinham em outras conjunturas, mas não deixa de lado a possibilidade de que isso se recupere – ou melhore – de dentro para fora, isto é, a partir de uma maior qualificação dos veículos e, inevitavelmente, de seus profissionais. A ideia de um renascimento vigoroso de 2os cadernos como tribuna de debates que arregimente audiências engajadas em torno dessa ou daquela tendência me parece mesmo anacrônica, mas não é impossível pensarmos em produtos cuja qualidade editorial e enfronhamento do jornalista com as vanguardas estéticas e acadêmicas possa oferecer ao leitor aquilo que é a promessa clássica do próprio Jornalismo: o esclarecimento do público. Ou seja: nem tudo está perdido.

Seja como for, o fato concreto é que o Jornalismo Cultural – que vive as mesmas crises do Jornalismo como um todo, em que pesem suas especificidades – constitui-se num território de práticas profissionais muito ricas e eventualmente, para o público, mais interessantes que a massa amorfa de fatos que cobre a maior parte da superfície dos jornais, os impressos e os eletrônicos. Ele é um caminho para a qualificação do estudante, mas é preciso que os cursos estejam atentos para as suas possibilidades e que o retirem desse lugar silencioso em que vive nos currículos (quando acontece de viver silenciosamente, pois que o silêncio também pode significar que tenha desaparecido). Uma tal prática didático-pedagógica pode aparecer não só  como revigoramento intelectual dos alunos, mas também dos próprios veículos...

Uma reflexão dessa ordem, também abre a perspectiva da abrangência de  domínios conceituais que faz falta nos cursos e que, para uma parcela daqueles que concordaram com o fim da exigência do diploma para o exercício profissional, justificou a medida do Supremo Tribunal Federal. É bom pensar no profissional da imprensa como referência intelectual: ele precisa tanto disso quanto a própria sociedade.

 
Leituras sugeridas (além das referências feitas nas notas do texto):
Costa, Cristiane. Pena de aluguel. Escritores jornalistras no Brasil, 1904-2004. São Paulo: Cia das Letras, 2005
Faro, J.S. Nem tudo que reluz é ouro: contribuição para uma reflexão teórica sobre o Jornalismo Cultural. In Revista Comunicação & Sociedade, ano 28, número 46. São Bernardo do Campo: Universidade Metodista de São Paulo
Gonçalves, Elizabeth e Faro, J.S. O performativo no Jornalismo Cultural: uma organização discursiva diferenciada. In Revista Famecos, número 38, Abril de 2009. Porto Alegre: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Leon, Jaime Bello (e outros). Periodismo Cultural diário. Caracas: Canícula, 1996
Piza, Daniel. Jornalismo Cultural. São Paulo: Contexto, 2003
Rivera, Jorge. El periodismo cultural. Barcelona: Paidós, 2003
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[2] Jornalismo Cultural. O ensino da disciplina. Marina Magalhães e outros. Rumos Itaú Cultural, 2008.
[3] A referência me faz lembrar a anedota contada este ano quando da realização da FLIP, na cidade de Paraty. O autor homenageado na festa,  como todos sabem, foi o sociológo Gilberto Freyre, e uma das personalidades convidadas a falar sobre a sua obra foi o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. O suposto repórter escalado para a cobertura de um também suposto grande veículo saiu-se com esta: “eu não entendo, esse Freyre é algum candidato que o FHC está apoiando? E o Serra? Eu nem estou cobrindo as eleições...”
[4] Os projetos de pesquisa desenvolvidos no Póscom da Umesp e seus resultados estão disponíveis em http://linkjsfaro.blogspot.com/p/projetos-e-orientacoes-em-andamento-no.html
[6] Tom Wolfe. El nuevo periodismo. Barcelona: Editorial Anagrama, 1977.
[7] Para uma resenha bastante ampla e competente sobre as relações entre Jornalismo e Literatura, ver Marcelo Bulhões. Jornalismo e Literatura em convergência. São Paulo: Ática, 2007.
[8] Alberto Dines. Lançamentos “arrasa-quarteirão” arrasa papel da imprensa. Observatório da Imprensa, 12/05/2009. Disponível em http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=537JDB001.
[9] Elizabeth Lorenzotti. Suplemento Literário. Que falta ele faz! São Paulo: Imprensa Oficial, 2007.
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