segunda-feira, 22 de julho de 2013

Resgates...

Papa João XXIII (1958-1963): resgate dos princípios do humanismo cristão pode prosseguir com Francisco
Evidentemente não é o caso de se imaginar que Francisco e a instituição que ele representa possam ser vistos como forças orgânicas capazes de empolgar transformações estruturais, mas é possível vê-los como bandeiras de um momento de inflexão que, ao lado de tantos outros movimentos de tendência semelhante, ofereçam perspectivas de resgate das utopias sociais...

Nesse sentido, vejo como muito positivo o fato de que, em terras brasileiras - que Hobsbawm identificou como o cenário da maior tragédia social da História Contemporânea - o Papa possa apontar o dedo para a farsa em que se transformaram a política e a economia, a gestão do Estado, o respeito aos direitos humanos, a mercantilização da Saúde e da Educação, a cultura individualista e arrivista da sociedade de consumo, os simulacros dos discursos da representação sindical e todos os outros conflitos que nos tiram o sono quando paramos para pensar no mundo em que vivemos.

Se o resultado final da visita do Papa ao Brasil e da realização da Jornada Mundial da Juventude provocar um estado de envergonhamento geral com os monstrengos que se alimentam dessas mazelas, penso que haverá alguma recuperação das matrizes que João XXIII tentou imprimir no período em que foi o chefe da Igreja Católica. 
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Três sugestões de leitura:

Aquele que foi, na minha opinião, o melhor momento da visita de Francisco ao Brasil.
* o dossiê Geopolítica de la Santa Sede, do jornal catalão Vanguardia (para compra);

* o capítulo Visões da Igreja e da religião: a unidade partida da minha tese de doutorado sobre a Revista Realidade.
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