sábado, 26 de outubro de 2013

Breaking bad

Interesses privados aprofundam a crise social em toda a parte
O discurso salvacionista dos interesses privados, no entanto, não são formulações caboclas, mas inspirado em postulados globais. Para o FMI, por exemplo, são as concessões aos empresários a esperança de que o Brasil volte a crescer (leia aqui), ainda que não se explique exatamente como diante do déficit de infra-estrutura, de investimentos(*) e de renda que aprisiona a capacidade produtiva e o dinamismo do mercado interno. Enquanto o cargalo não se desfaz, é o setor dos serviços o alvo principal. 

É o caso, por exemplo, da notícia segundo a qual o BNDES vai abrir linha de crédito para financiar operadoras de planos de saúde na construção de hospitais particulares. O projeto do governo, que já está em fase de elaboração final em Brasília, foi anunciado pelo ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, na Convenção Nacional das Unimeds realizada em BH. Pimentel é acusado pelo MP de ter atuado em favor dos interesses dessa mesma operadora quando era prefeito da capital mineira... Pois se o próprio governo está assegurando o monopólio dos planos de saúde dos servidores nas mãos de uma única fundação particular (aqui)...

Vamos voltar ao tema em outras potagens.

(*) Segundo o Clipping da Ascom-GM, o Brasil teve a maior fuga de capital de toda a sua história no  trimestre  abril-maio-junho deste ano: só os bancos estrangeiros instalados aqui levaram para fora U$ 41 bilhões. Não tenho informações a respeito do 1o. colocado na lista, mas somos o 2o. país que melhor tem feito o papel de bobo no cenário internacional...
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