quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Santander: conspiração mal-agradecida

Emílio Botin, chefão mundial do Santander, e a presidente Dilma Rousseff 
(em foto de 2013 do El País)
No caso do Santander, tudo indica que a inconfidência que o banco cometeu com uma análise de pura inspiração política - e não econômica - é reveladora da opinião eleitoral média do empresariado e do setor financeiro, duas áreas que se fartam dos lucros permitidos pelas medidas de proteção ao capital que vêm sendo postas em prática desde o governo Lula. 

Só para que se tenha uma ideia do tamanho dessa fartura na área dos bancos: segundo a revista Exame (maio deste ano), "Banco do Brasil, Bradesco, Itaú Unibanco e Santander alcançaram juntos resultado de cerca de R$ 11 bilhões no período (1o. trimestre)cifra 11,7% superior aos R$ 9,7 bilhões vistos um ano antes. No critério ajustado, foram cerca de R$ 12 bilhões, alta de 15%, na mesma base de comparação". 

Nada mal num país cujo crescimento do PIB quase não chega a 2%... Na Espanha, país de origem do Santander, uma taxa dessas seria vista como estelionato e conduziria seus beneficiários aos tribunais.

Dilma deveria vir a público expor o mau caráter do Santander e determinar um cerco apertado do Banco Central na fiscalização dessa e de outras instituições financeiras.

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