sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Direitos trabalhistas são a trincheira da campanha eleitoral

O debate eleitoral expõe a essência das escolhas: garantir e ampliar direitos ou transformar o país em espaço de exploração selvagem do capital (fonte: Tijolaço)
Penso que o núcleo essencial dessa disputa são os direitos trabalhistas porque é em torno de sua eventual flexibilização que circulam os conceitos dos candidatos sobre os demais temas da campanha:  amplitude da  soberania do governo sobre a política econômica e social, consolidação ou erradicação de direitos, solidificação de um projeto autônomo de desenvolvimento no campo da Educação e da Saúde. Em torno dessas questões é que as candidaturas deveriam se diferenciar com nitidez. 

No entanto, se isso for verdade, o panorama então é desanimador porque nenhuma dos três principais concorrentes à presidência da República parece dispor de - ou abraçar - um projeto claro e consistente de propostas - na verdade, alimentam sistematicamente um puro oportunismo eleitoral que mais confunde do que esclarece o eleitor. A mim não convence o arroubo retórico de mau gosto de Dilma ("nem que a vaca tussa") quando se referiu à possibilidade de extinguir direitos históricos dos trabalhadores - já que está nas mãos das próprias centrais sindicais que a apoiam o projeto de reforma sindical e trabalhista de inspiração conservadora. Muito menos me convence esse contorcionismo vexatório que Marina Silva exibe quando fala do assunto. E o PSDB é o que todos sabemos que é: um partido cujo núcleo de seu conteúdo programático não é muito mais do que um amontoado de receitas neoliberais.

Particularmente, estou convencido de que as candidaturas que devem ser apoiadas são aquelas que apresentam maior coerência de projeto porque é o seu crescimento e fortalecimento no espectro político o que permite ampliar a defesa de uma sociedade mais justa. Não sinto firmeza na Dilma, não tenho respeito político pela armação conservadora que cerca Marina, vejo Aécio como um desespero das elites, não apoio pastores nem aventureiros...

* Sugiro a leitura da matéria Após a eleição, um ataque aos direitos trabalhistas, publicada em Carta Maior.
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