domingo, 14 de setembro de 2014

Ingenuidade na política econômica enfraquece discuto de Dilma

Sem reformas em profundidade na economia, governo vem alimentando o monstro dos interesses privados há mais de 10 anos, imaginando a construção de um consenso intercalasses de perfil social-democrata. Agora, com a fúria do neoliberalismo em busca dos votos para Marina Silva, o empresariado tirou o doce da boca da garotada e não quer mais brincar... 
É o que parece comprovar o noticiário que dá conta do quadro do definhamento da economia na reta final das eleições. O que os jornais divulgam não é invenção motivada pela campanha eleitoral; é mesmo o retrato de uma sistemática perda de energia da atividade produtiva em todos os setores ancorada no retraimento dos bancos, na especulação financeira, na evasão de divisas

Esse é o resultado de uma política de pura bajulação que o governo promoveu em relação ao empresariado, concedendo a ele todos os privilégios e prerrogativas - para receber em troca uma permanente queda de braços cujo objetivo me parece ser o de promover o lockout na economia. Posso estar enganado, mas essa me parece ser a natureza do esvaziamento político que a campanha de Dilma sofre. É possível que ela ganhe a eleição, mas vai pagar um resgate altíssimo por isso - a menos que se disponha a voltar às origens do projeto social petista: uma radical mudança nas estruturas sociais e econômicas do país.

Recomendo a leitura das matérias a seguir para que se forme um painel desse estado de conspiração em marcha cujos efeitos são sentidos agora. Naturalmente, cada uma dessas notas merece análise à parte, mas é sugestiva a imagem de conjunto que permitem: uma sistemática disposição da burguesia em enfraquecer as iniciativas do governo:

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