sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Virada conservadora isola Dilma

Na política, metáforas que se inspiram na Física explicam muito sobre a realidade
O 3o. foco é o da mídia. O processo de sequestro a que foi submetido o resultado das urnas tem sido cuidadosamente arquitetado em iniciativas midiáticas que vêm sendo implementadas desde antes do 2o turno com a formação de um complexo discursivo que teve na criminosa edição da Veja o episódio mais rumoroso - e na articulação que em torno da revista se formou com a participação da quase totalidade dos veículos da imprensa. Vale a pena, nesse sentido, ler o artigo que Venício A. de Lima publicou no Observatório da Imprensa (via Outras Palavras). Ali, o professor da UnB, consegue sintetizar o impasse criado com os delitos cometidos pela mídia: o governo vai limitar sua ação à Justiça ou vai tomar a iniciativa de regulamentar as práticas da comunicação social no país?

A resposta a essa última questão parece não se restringir ao papel da mídia. As correntes reacionárias e golpistas, que até agora atuam praticamente sozinhas no cenário não apresentam sintomas de que pretendem recuar nas iniciativas com as quais impõem sua hegemonia nas práticas políticas, deixando orfãos os quase 52% dos votos que Dilma recebeu. O nome disso é 3o. turno - ou golpe.

Sugiro as seguintes leituras:

 Esquerda brasileira discute seu papel no novo mandato de Dilma  Na economia, não há alternativa ao conservadorismo, segundo o mercado  Reforma política: o que está em jogo  O partido da mídia ★ Protestos contra Dilma e Alckmin abrem '3º turno' em São Paulo.
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