sábado, 21 de março de 2015

Sei não se Dilma não ocupar esse vazio político...

Ontem, sábado, por exemplo, em plena véspera das manifestações contra o governo, o Palácio do Planalto anunciou medidas de proteção aos estoques da facção dos usineiros. Um dia antes, o governo liberou milhões do Fies para as espeluncas do ensino superior privado e agora mesmo o ministro Miguel Rossetto esgrime uma argumentação fraquinha a respeito do equilíbrio do orçamento da união, sem nenhuma palavra sobre o fim dos privilégios fiscais das diversas facções dos empresários. 

Penso que a saída de Dilma é pela esquerda; pelo aprofundamento do intervencionismo estatal, pelas reformas estruturais que ponham fim, de uma vez, às disparidades de renda, pela estatização de todo o ensino e de toda a saúde, pelo fim de todos os privilégios empresariais, bloqueio das remessas de lucros e das contas das empresas estrangeiras, e pela mudança completa do seu ministério. É para isso que ela foi eleita... não para convidar Kassab et caterva como consultores políticos nem para atenuar a ação de empreiteiras criminosas.

Sei não... se não for por esse caminho, temo que Dilma não chegue ao fim do mandato.

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