segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Na Espanha, o catatonismo do ministro Levy

O impacto da austeridade fiscal da Espanha sobre a sociedade pode ter como analogia a imagem acima. Para o nosso Joaquim Levy, no entanto, o que é a crise social diante da estabilidade financeira que garante o capital? O que é o toureiro diante dos aplausos recebidos pelo touro?
Desastrada por quê? Porque a Espanha tornou-se um verdadeiro laboratório do fracasso das políticas de austeridade fiscal e na Europa o desastre social provocado pela implementação das "reformas" do primeiro ministro Rajoy só não foi maior que o da Grécia. Aliás, não foi por outro motivo que o Podemos, grupo político que empolgou a opinião pública espanhola com sua recusa em aceitar o programa do Partido Popular, saiu-se como o principal vitorioso nas últimas eleições, de tal forma que no mundo inteiro a nova agremiação passou a ser vista com a expectativa de que se tratava de um fato com "efeito dominó contra a austeridade", a exemplo do que viria a acontecer nas eleições gregas  com o Syriza.

Joaquim Levy é um cara obsessivo e é por isso que eu o chamo de catatônico. Vai conseguir colocar em prática sua proposta de enxugamento orçamentário, vai liquidar com a inflação e vai ainda conseguir manter o perfil de investimento do Brasil junto às agências de ranqueamento global dos países. Mas vamos sair machucados dessa obsessão. Na Espanha, o desemprego é o 2o. maior do mundo; a atividade industrial está estagnada e, em nome da austeridade fiscal - criticada pelos principais nomes que discutem políticas econômicas depois da crise de 2008 - setores sociais estratégicos para a sociedade, como Educação e Saúde encontram-se depauperados.

No Brasil, caminhamos na mesma direção, como o sombrio Eduardo Cunha já antevê na referência feita no início desta postagem, mas os sinais da imprevidência do governo já são sentidos em todas as áreas. 

Sugiro as matérias de contextualização linkadas abaixo: 

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