segunda-feira, 13 de junho de 2016

Cinco motivos para tirar Temer da Presidência da República

Criador e criatura, Temer e Skaf,
simbiose daquilo que a sociedade brasileira
 gerou de pior em toda a sua história
No mesmo número da revista, Roberto Amaral contextualiza a tese de Beluzzo: o que estamos assistindo é a implementação de um projeto nem um pouco parecido com alguma coisa improvisada. No texto A crise e o projeto da direita, o ex-ministro de Ciência e Tecnologia do governo Lula, afirma que Temer é uma contingência circunstancial cuja tarefa tem sido a de colocar em prática, com os pés na lama, o plano da Fiesp para um novo surto de expansão selvagem do capitalismo brasileiro através da flexibilização e extinção dos direitos sociais. Terminada a tarefa, Temer será posto de lado - até porque não parece ter competência para seguir nem um pouco mais adiante.

O cenário internacional e o nacional convergem para três das propostas mais dramáticas que o interino está articulando com o propósito de consolidar sua permanência no poder. A ideia é passar para a opinião pública a sensação de que o processo de substituição ilegal de Dilma Rousseff é irreversível: Medidas de Meirelles golpeiam a população vulnerávelTemer prepara reforma trabalhista para agradar empresários Previdência Social: "déficit" é distorcido (este último, publicado em Outras Palavras). 

Os elementos que reforçam a urgência em afastar Temer do governo são diversos, como é o caso das manipulações orçamentárias que criam a imagem do caos nas finanças públicas como justificativa para o ajuste fiscal que "reforça a ideia da financeirização" (leia aqui). Motivos para uma ampla mobilização da opinião pública na medida em que se aproxima o "julgamento" do impedimento de Dilma não faltam.
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