quinta-feira, 12 de abril de 2018

A luta continua

Um inventário sobre os riscos que João Doria Jr representa para o país
Está disponível nas redes sociais o levantamento das notícias que marcaram negativamente a passagem de João Doria Jr pela Prefeitura de São Paulo. O objetivo do trabalho - agora disponível em blog - tem como pano de fundo um compromisso da minha cidadania: evitar que o aventureirismo conservador e anti-social construa um simulacro de representação política em detrimento da democracia e dos direitos sociais no meu país. Um primeiro ensaio desse movimento reacionário aconteceu nas eleições municipais de 2016, quando Doria foi eleito prefeito de São Paulo na onda do anti-petismo construído pela mídia e por toda a articulação golpista que levou ao afastamento de Dilma Rousseff da Presidência da República.

O segundo ensaio, que acabou motivando a produção deste Dossiê, foi tentado quando Doria se auto-lançou prematuramente candidato à Presidência da República. Imaginando constituir-se numa alternativa que poderia repetir em 2018 o sucesso obtido nas urnas de São Paulo, o então prefeito deixou de lado seus compromissos com a cidade e lançou-se numa aventura perigosa e, como ficaria comprovado depois, sem chances de êxito. Doria empunhou bandeiras entre aquilo que de pior o povo brasileiro poderia encontrar num candidato: anti-comunismo, privatizações, desregulamentação de direitos, autoritarismo, arrogância, incompetência escondida sob sua retórica inflamada (minha primeira manifestação em torno desse cenário veio na postagem Quem é Doria). Felizmente, numa processo reativo das próprias elites conservadoras, Doria fracassou. Voltou-se então para o prêmio de consolação: o governo do estado de São Paulo, campanha à qual se dedica integralmente agora, depois de afastado da Prefeitura. 

João Doria Júnior é um equívoco, como se poderá comprovar pelo inventário feito no Dossiê. É um equívoco não só por sua evidente inconsistência política e por sua incompetência administrativa. É um equívoco por sua artificialidade e insensibilidade social. Mas precisa ser posto a nu no processo de escrutínio da esfera pública; denunciado na sua ideologia privatista e predatória dos direitos sociais; na obsessão autoritária com que imagina poder gerir o Estado. Esse é o objetivo principal desta construção coletiva chamada Dossiê Doria. Tomara o material disponibilizado a partir de hoje consiga repercutir o suficiente para evitar que o eleitorado caia nessa sutil armadilha do pensamento conservador no Brasil: a escolha que nega a intenção e o poder efetivo do voto e adia por mais tempo o projeto de um país justo e democrático.
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