Brasil Contemporâneo

* Envio dos trabalhos do PI deve ser feito por email (jose.faro@metodista.br) com o arquivo anexado à mensagem

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Contexto das questões apresentadas pelo Felipe:

* Capitalismo tardio e sociabilidade modernaJoão Manoel Cardoso de Mello e Fernando Antonio Novais. (Sobre o tema, assistam aqui a entrevista de João Manuel Cardoso de Mello dada ao Café Filosófico e reproduzida no Youtube e também o vídeo com a discussão feita na Unicamp sobre os 40 anos da obra)

Debate

Um mal chamado CLT

Texto de Felipe Calhare, aluno do V semestre, Jornalismo, Umesp

A CLT brasileira é no mundo a que garante mais benefícios ao trabalhador, mas seria isso bom ou ruim? Por um lado é bom já que o trabalhador tem seus direitos reservados, porém por um outro lado isso é ruim, já que 60% do que deveria chegar nas mãos do trabalhador chega nas mãos do Estado, fazendo com que o empresário pague um salário não muito competitivo com o oferecido por empresas de outros países que não têm uma CLT tão “cheia de direitos”, o que ocasiona a perda de grandes talentos para o exterior.

O que as pessoas precisam entender é que “não existe almoço grátis”. Isso significa que tudo o que é dado pelo governo vai ser cobrado de uma forma muito mais rígida lá na frente. Exemplo: imaginem vocês se Lula não fizesse aquela campanha toda para que as pessoas pegassem empréstimos. Será que o brasileiro estaria tão endividado? Essa foi uma tentativa falha de movimentar a economia e que só não foi perceptível porque na mesma época o Brasil tinha boas relações comerciais com a China e sobrou para Dilma Roussef administrar um estado gordo e aparelhado e deixar isso nas mãos de alguém que não é muito fã do livre mercado... só ocasionou a explosão do que já era previsto, uma crise enorme que em 3 anos ainda não foi resolvida.

Sei que parece não ter relação nenhuma, mas esse é só um dos exemplos do quanto é prejudicial quando o governo tenta intervir na economia.

Com a CLT é a mesma coisa. O governo quer impor ao trabalhador que ele receba o que o governo chama de direitos ou ele terá de ficar desempregado (ou trabalhar em condições irregulares), o mesmo governo que não sabe controlar suas estatais endividando-as (ainda que algumas exerçam um monopólio), é o governo que quer cuidar do dinheiro do trabalhador.

Ora por que eu não saberia cuidar de meu dinheiro para aposentadoria? Por que o governo teria de cuidar? Porque o governo não confia na minha capacidade de gerir minhas finanças? Devo acreditar nele? Se a CLT fosse tão aclamada pelos trabalhadores as pesquisas não apontariam justamente o contrário agora com a terceirização, já que segundo o jornal Valor Econômico 75% dos trabalhadores registrados vão migrar para a terceirização. Resultado: mais empregos serão gerados, pois muitos dos desempregados ocupariam as vagas dos que não se contentam com a CLT, mas é claro que parar os sindicalistas que imploram um novo governo do PT (para continuarem a abusar do estado) tudo que vier de bom do governo Temer  é ruim pra eles, já que quanto mais catastrófico o governo Temer maior as chances de Lula ganhar em 2018.

Mais do que reformas pontuais (como a da  terceirização) a CLT precisa de uma reforma por completa. Ou você ainda acredita no estado para gerir seu dinheiro?
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Jornalista indignado é diferente de jornalista assustado


Raízes da crise: a sociedade desigual, história, cultura e resistência

Desigualdade: 10% concentram 52% da renda no país
Fonte: Nexo Jornal
Primeiro contexto: 

"O capitalismo darwinista não faz política social, quem faz política social é o Estado". Entrevista especial com Juliano Giassi Goularti

* Brasil retoma visão anacrônica do neoliberalismo, alerta Bresser-Pereira (GGN)















As avenidas de inclusão no Brasil e uma disputa política intensa. Entrevista especial com Leonardo Avritzer

Novas faces da luta social no Brasil | Blog do Reginaldo Nasser

"Não é aceitável que se faça um ajuste fiscal focado apenas na previdência, sem qualquer medida que atinja o último andar da sociedade brasileira". Entrevista especial com Sérgio Gobetti

* Classe A foi a que mais perdeu renda em 2016 (Valor)

Um milhão de famílias entrarão para as classes D e E até 2025 - Época

Poder de compra dos brasileiros cai 9% em dois anos e volta ao nível de 2011 - Economia - Estadão

Em crise, Brasil vê número de milionários aumentar - Economia - Estadão

Proprietários de terra devem quase 1 trilhão de reais à União — CartaCapital

O novo mapa da desigualdade brasileira (Inesc). Leia aqui a versão do IHU.

Brasil: O novo mapa da desigualdade | GGN

Quatro bancos concentram 72,4% dos ativos das instituições financeiras - Economia - Estadão

Opera Mundi - Oito pessoas detêm riqueza equivalente a de metade da população mais pobre do mundo

O novo salto global da desigualdade (Outras Palavras)

* 71 mil brasileiros concentram 22% de toda a riqueza (G1)

* Fazenda divulga relatório sobre a distribuição da renda no Brasil (MF)

* A inacreditável concentração da renda e da riqueza no Brasil (Vermelho)

* Brasil tem concentração da renda entre ricos próximo da Alemanha (Uol)

Segundo contexto


















* Instituto Humanitas Unisinos - IHU - O Brasil na era dos esgotamentos da imaginação política. 

Uma nação de zumbis que têm na melancolia seu modo de vida. Entrevista especial com Vladimir Safatle

O sentido da renovação do país | Valor Econômico

Compreensão histórica dop regime empresarial-militar brasileiro_Fábio Konder Comparato_IHU

Instituto Humanitas Unisinos - IHU - A reinvenção da Era Vargas e o desenvolvimento nacional. Entrevista especial com Carlos Lessa

Como acontece o milagre? – Blog da Boitempo

A revolta das elites brasileiras contra a redução das desigualdades — Rede Brasil Atual

O acordo das elites rasga a Constituição de 1988, por Rui Daher | GGN

Catálogos A Privatização da Democracia - Vigência

A interminável crise política pode adiar a retomada econômica | Economia | EL PAÍS Brasil

Instituto Humanitas Unisinos - IHU - Acabou o amor do mercado com a equipe econômica?

Parece que Temer quer o Brasil socialmente retrógrado, diz coluna do NYT | GGN

O golpe nos feios, sujos e malvados | Opinião | EL PAÍS Brasil

Salário mínimo em dezembro deveria ser de R$ 3.856,23, segundo Dieese - Notícias - UOL Economia

Brasil retoma visão anacrônica de neoliberalismo, alerta Bresser-Pereira | GGN



Para entender o tema do curso
Sugestão de leitura: * A favela do Parque Cidade Jardim: uma metáfora da São Paulo moderna (ou do capitalismo brasileiro) * Um dia na favela Jardim Panorama


Ementa do módulo:


O Estado brasileiro e o processo de modernização. As estruturas do poder econômico e as transformações sociais a partir da Revolução de 30. O Brasil e a Segunda Guerra: a redemocratização, o quadro partidário, a inserção dependente do país na economia internacional e a crise do Estado populista. Formação, desenvolvimento e declínio do Estado Militar. As bases sociais e políticas da reorganização constitucional. O neoliberalismo e as limitações da economia reflexa. As novas bases sociais da vida política nacional em um cenário de interconexão mundial e de radicalização do neoconservadorismo brasileiro.  

BIBLIOGRAFIA BASICA:


FAORO, Raymundo. Os donos do poder. Formação do patronato político brasileiro. Editora Globo, 1977.
FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 1999.
FURTADO, Celso. O mito do desenvolvimento econômico. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1974.
NOVAIS, Fernando A (org). História da vida privada no Brasil. São Paulo, Companhia das Letras, 1998. Volume 4.
PRADO JR, Caio. Formação do Brasil contemporâneo. São Paulo, Brasiliense, 1969.
SKIDMORE, Thomas. Brasil: de Getúlio a Castelo. Rio de Janeiro, Editora Saga, 1969.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:


FURTADO, Celso. O Mito do desenvolvimento econômico. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1974.
__________. Análise do Modelo Brasileiro. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1972.
__________. A Hegemonia dos Estados Unidos e o Subdesenvolvimento da América Latina. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1975.
LESBAUPIN, Ivo (org). O Desmonte da Nação. Petrópolis: Editora Vozes, 1999.
NOVAIS, Fernando A (org). História da Vida Privada no Brasil. São Paulo, Companhia das Letras, 1998. Volume 4.
OLIVEIRA, Eliézer Rizzo de. As Forças Armadas: Política e Ideologia no Brasil (1964-1969). Petrópolis, Vozes, 1976.
ORTIZ, Renato. A Moderna Tradição Brasileira. São Paulo, Brasiliense, 1994.
SKIDMORE, Tomás. Brasil: de Castelo a Tancredo. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1988.
STEPAN, Alfred. Os Militares: da abertura à Nova República. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1987.
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Textos de leitura obrigatória 

* Da Monarquia à República: capítulo Liberalismo, teoria e prática (Emilia Viotti da Cosa)


* A quem serve a classe média indignada (entrevista com Jessé Souza, do IPEA, na Ilustríssima)

* Raízes do Brasil Político: o projeto iliberal (Ilustríssima)

* A dialética da modernização conservadora e a nova história do Brasil (José Maurício Domingues)

* A modernização periférica e seus problemas. Luiz Werneck Vianna (Estadão)

* A política brasileira em busca da modernidade. Angela de Castro Gomes. In: História da vida privada no Brasil. Vol. 4. São Paulo: Companhia das Letras 1998.

* Brasil: de Getúlio a Castelo. Thomas Skidmore (BIBLIOTECA)

* Brasil: de Castelo e Tancredo. Thomas Skidmore (BIBLIOTECA)

Para reler o "velho desenvolvimentismo". José Luiz Fiori.

Celso Furtado: a dimensão cultural do desenvolvimento. Vídeos com as palestras e debates apresentados na mesa redonda promovida pelo Centro Celso Furtado do Rio de Janeiro.

Capitalismo tardio e sociabilidade moderna. João Manoel Cardoso de Mello e Fernando A. Novais. In: História da vida privada no Brasil. Vol. 4. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.

Brasil não aproveitou maior fluxo de capital, afirma pesquisador (Agência Fapesp).
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* Impasses agravados com as eleições de 2014.


* Textos de apoio para temas diversos relacionados com a realidade brasileira aqui.
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 Nacional-desenvolvimentismo: História e conceitos (textos para o trabalho final do curso do 1o. semestre de 2015)

O que é o desenvolvimentismo

O nacional desenvolvimentismo e seu papel na industrialização do Brasil

Entre o nacional e o nacional-desenvolvimentismo: poder político e classes sociais no Brasil contemporâneo

* O longo bonapartismo brasileiro (1930-1964)

* O pensamento desenvolvimentista no Brasil, 1930-1964; 1964-2005

* O Brasil no pêndulo das elites: entre o liberalismo das elites e o desenvolvimentismo autoritário 

O governo de Getúlio Vargas, o Nacional-Desenvolvimentismo e a Industrialização

Getúlio Vargas e o Estado Nacioal Desenvolvimentista

A construção do nacional-desenvolvimentismo de Vargas
O nacional-desenvolvimentismo de Juscelino Kubitschek 

O intelectual pensa o Brasil_ISEB_Fabrício Augusto Souza Gomes

O ISEB e o nacional-desenvolvimentismo: a intelligentsia brasileira nos anos 50

O nacional-desenvolvimentismo e o novo-desenvolvimentismo

Bresser Pereira busca novo desenvolvimentismo

O mal-estar do neodesenvolvimentismo

O governo Lula e o nacional-desenvolvimentismo às avessas

‘Deu errado o ensaio desenvolvimentista’

* A experiência amarga do cruzado (Valor)

➥ Artigos de Giovani Alves sobre neodesenvolvimentismo e trabalho

A derrelição de Ícaro

Neodesenvolvimentismo e precarização do trabalho no Brasil – Parte I
Neodesenvolvimentismo e precarização do trabalho no Brasil – Parte II

Neodesenvolvimentismo e precarização do trabalho no Brasil – Parte III

* O que é o precariado?

* Neodesenvolvimentismo e Estado neoliberal no Brasil

Os limites do neodesenvolvimentismo

 * Neodesenvolvimentismo e classes sociais no Brasil

 * A invasão dos “proletaróides”

 * Precariado e “proletaróides” – Uma nota metodológica 

 * Neodesenvolvimentismo e a nova miséria espiritual das massas no Brasil

 * O mal-estar do neodesenvolvimentismo 

 * A omissão silenciosa e o avanço da precarização trabalhista: as perspectivas do governo Dilma em 2015. Entrevista especial com Giovanni Alves

 * Prometeu envelhecido: proletariedade e velhice no século XXI

 * A vingança de Kant, ou, Porque o assédio moral tornou-se a Peste Negra do século XXI

Consulte aqui a página A construção e a crise do Estado do Bem-Estar Social

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